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'Tocando em Frente' – Pequeno ensaio sobre a descoberta psíquica.




"Penso que cumprir a vida seja simplesmente compreender a marcha e ir tocando em frente" segundo Almir Sater em sua música "Tocando em Frente". Confesso que olhando com muito cuidado, esta é uma verdade insofismável e incontestável.

Compreender a marcha. Saber o que fazer quando estamos diante de um obstáculo, tomar a decisão certa, escolher sem a dúvida se está certa ou não a escolha. Isto talvez seja compreender nossa marcha.

Em seu livro "A Arte da Guerra", Sun Tzu nos revela de uma maneira simples, mas contundente que a compreensão do "inimigo" em todas as suas nuances é o possível segredo para o sucesso ou fracasso nas batalhas.

Psicologicamente falando, a compreensão de si é o equivalente a compreender nossa marcha diária. Cada detalhe nos é tão importante quanto qualquer ação no campo de batalha. O terreno onde pisaremos a geografia do lugar onde estamos o movimento do nosso "inimigo". Todas as facetas nos são importantes para que possamos determinar nossa próxima ação.

"Aquele que conhece o inimigo e a si mesmo, lutará cem batalhas sem perigo de derrota;

Para aquele que não conhece o inimigo, mas conhece a si mesmo, as chances para a vitória ou para a derrota serão iguais;

Aquele que não conhece nem o inimigo e nem a si próprio, será derrotado em todas as batalhas. "

Trecho do livro de Sun Tzu retrata o que se espera de compreender a marcha.

São longos anos à frente de pessoas e auxiliando-as a compreenderem suas marchas para realizar as "escolhas certas" se é que temos esta capacidade; mas a Psicologia neste ponto esbarra com a religião: tudo é uma questão de acreditar que isto é possível, é fato para cada um e que se estabelece como um dogma pessoal.

Para a Gestalt, os porquês perdem significado diante dos motivos (para quês) fazemos isto ou aquilo. Respondida a máxima das motivações, àquelas que nos levam a cometer nossos imbróglios neuróticos, estamos prontos a refazer o caminho.

Aqui vale a pena conhecer a arte de guerrear. Por vezes, fazer um caminho de volta é tão arriscado quanto seguir em frente como diz a música. Talvez não seja tão simples compreender a marcha e tocar em frente?!

Mas apenas como exercício filosófico, sempre faço e reitero o convite àqueles que querem achar o caminho, compreender a sua marcha pessoal e mais ter coragem de ou seguir em frente ou mesmo fazer o caminho de volta.

Compreendi uma coisa em minha própria busca pessoal nos longos treze anos de psicoterapia, parafraseando Ortega y  Gasset: nascer é muito comprido. Sim ainda no presente, pois o processo não termina. A vida é um processo de nascimento contínuo; cada dia banhamos a mesa de parto com novas possibilidades. Vemos-nos por aí!

 

Guilherme Dias

Psicólogo e Coach

 

22 de maio de 2011